VENDO DEUS EM TUDO QUE NÃO ENTENDE   (17/10/2015)
Religião
Por: João de Freitas Pereira

O homem primitivo criou deuses para explicar os fenômenos da natureza, cuja origem ele não entendia. Hoje, no entanto, embora a ciência explique muitas coisas, muitos continuam vendo o invisível na natureza.

 

Um homem sussurrou: Deus fale comigo.
E um rouxinol começou a cantar
Mas o homem não ouviu.

Então o homem repetiu:
Deus fale comigo!
E um trovão ecoou nos céus
Mas o homem foi incapaz de ouvir.

O Homem olhou em volta e disse:
Deus deixe-me vê-lo
E uma estrela brilhou no céu
Mas o homem não a notou.

O homem começou a gritar:
Deus mostre-me um milagre
E uma criança nasceu
Mas o homem não sentiu o pulsar da vida.

Então o homem começou a chorar e a se desesperar:
Deus toque-me e deixe-me sentir que você está aqui comigo…
E uma borboleta pousou suavemente em seu ombro
O homem espantou a borboleta com a mão e desiludido
Continuou o seu caminho triste, sozinho e com medo.
 

Até quando teremos que sofrer para compreendermos
que Deus está sempre onde está a vida?
Até quando manteremos nossos olhos e nossos
corações fechados para o milagre da vida

que se apresentas diante de nós em todos os momentos?"

(mensagem encontrada em um folheto fixado na parede no meu setor de trabalho)
 

É compreensível que nos primórdios da humanidade animais fossem deificados.  O risível é atualmente pessoas ainda criarem mensagens como essa para tentar fazer crer que esse ser imaginário exista. 

 

Bem diferente é um pensamento de um racionalista:

 

“Se um Deus bondoso e infinitamente poderoso governa este mundo, como podemos justificar os ciclones, os terremotos, a pestilência e a fome? Como podemos justificar o câncer, os micróbios, a difteria e milhares de outras doenças que atacam durante a infância? Como podemos justificar as bestas selvagens que devoram seres humanos e as serpentes cujas mordidas são letais? Como podemos justificar um mundo onde a vida alimenta-se da vida? Será que os bicos, garras, dentes e presas foram inventados e produzidos pela infinita misericórdia? A bondade infinita deu asas às águias para que suas presas fugazes pudessem ser arrebatadas? A bondade infinita criou os animais de rapina com a intenção de que eles devorassem os fracos e os desamparados? A bondade infinita criou as inumeráveis criaturas inúteis que se reproduzem dentro de outros seres e se alimentam de sua carne? A sabedoria infinita produziu intencionalmente os seres microscópicos que se alimentam do nervo óptico? Pense na idéia de cegar um homem para satisfazer o apetite de um micróbio! Pense na vida alimentando-se da própria vida! Pense nas vítimas! Pense no Niagara de sangue derramando-se no precipício da crueldade!" (Robert Green Ingersoll, 11 de agosto de 1833 – 21 de julho de 1899, líder político estadunidense)

 

Longe de mostrar esse deus em que pessoas acreditam, a natureza nos mostra um cenário nada divino.  É muito infantil pensar que essa guerra de sobrevivência que os seres vivos enfrentam continuamente  seja obra de um ser que as pessoas imaginam perfeito, jutos e bom.

 

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