MAIS IMPOSTO DE RENDA EM 2015   (01/03/2015)
Economia e Política
Por: João de Freitas Pereira

Como nos anos e décadas anteriores, em 2015, mais pessoas vão pagar imposto de renda, e maior parcela dos nosso rendimentos irá para o leão.  Mais gente pobre passará a fazer parte da classe média, não por ter melhorado de vida, por que a classe média é cada vez mais baixa.

 

"Reajuste de 4,5% prejudica contribuinte e eleva defasagem da tabela para mais de 64%, segundo cálculo do Sindifisco

Com o veto da presidente Dilma Rousseff à correção de 6,5% na tabela do Imposto de Renda Pessoa Físicas anunciado na segunda-feira (19), volta a discussão sobre a defasagem na tabela acumulada desde 1996, que chegaria a 64,28%, segundo estudo do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional).

Com a decisão presidencial, a tabela será corrigida em 4,5%, o que causa perdas ao contribuinte porque a inflação em 2014 ficou em 6,41%. Para o Sindifisco, ao decidir vetar a correção de 6,5% à tabela de Imposto de Renda, o governo optou por dar continuidade à arrecadação com menor esforço, colocando mais contribuintes para pagar impostos. 

Desde 2007, uma medida provisória reajusta a tabela do IR pelo centro da meta de inflação (4,5%), mas o índice tem superado esse percentual, ficando próximo a 6%, em média. 

Na análise do Sindifisco, caso a presidente Dilma Rousseff tivesse sancionado a correção de 6,5%, os trabalhadores com ganhos até R$ 1.903,38 ficariam isentos do pagamento do Imposto de Renda. Atualmente, quem tem rendimento acima de R$ 1.787 já é contribuinte. Hoje, a defasagem real da tabela é de 64,28%, percentual registrado até dezembro de 2014. Se esse índice fosse aplicado, o limite de isenção subiria para R$ 2. 935. 

 

Veja como fica a tabela do IR 2015

A pedido do iG, Sebastião Luiz Gonçalves, vice-presidente do Conselho Consultivo do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo, fez uma simulação do cálculo de como fica a tabela do IR para Pessoa Física, com o reajuste de 4,5%.

Trabalhador que recebe até R$ 1.868,22 isento

Salário de R$ 1.868,22 até R$ 2.799,86 –  cobrança de alíquota de 7,5%, com parcela a deduzir de R$ 140,11
 

R$ 2.799,86 até R$ 3.733,19 – alíquota de 15%, com parcela a deduzir de R$ 350,11
 

Salário de R$ 3.733,19 até R$ 4.664,68 – alíquota 22,5%, com parcela a deduzir de R$ 630,09
 

Salário acima de R$ 4.664,68 – alíquota 27,5%, com parcela a deduzir de R$ 863,33

http://economia.ig.com.br/financas/impostoderenda/2015-01-21/veja-como-fica-a-nova-tabela-do-ir-2015.html

 

Em 2003, início do Governo Lula, a faixa de isenção foi a mesma de 2000 e 2001, R$900,00, e como o salário mínimo de 2002, foi 200,00, a faixa isenção já havia caído para 4,5 salários mínimos, muito menos da metade do que era no início do governo tucano.

Este ano, a faixa de isenção caiu para 1.868,22 = 2,58 mínimos.  

 

O governo de FHC foi o mais deletério, o que mais aumentou o imposto de renda, o que causou muito mais perdas do que tivemos nos dois governo de Lula somado com mais um de Dilma Roussef. (No ano 1995, início do governo de FHC, a faixa de isenção do imposto de renda foi de R$756,00, como o salário de mínio de 1993 foi R$70,00, a isenção alcançava 10,80 salários mínimos. E caiu para 4,5 salários mínimos em 2003).  Mas os continuamos tendo perdas, ainda que menos acentuadas.  de 2003 para 2015, a faixa de isenção caiu de 4,5 para 2,58 salários mínimos.  As perdas são muito menores do que no governo PSDB, mas continuamos perdendo.

 

Veja mais em QUEM PAGA IMPOSTO DE RENDA NO BRASIL

 



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