IMPRESSÃO DIGITAL   (04/09/2015)
Ciência
Por: João de Freitas Pereira

IMPRESSÃO DIGITAL

 

Um amigo me perguntou:

"Por que no meio de mais ou menos 7 a 8 bilhões de pessoas (população mundial), não existem duas digitais iguais? Isso do ponto de vista das regras de probabilidades matemáticas é praticamente impossível. No entanto é uma realidade"

 

Olhando para uma impressão digital, imagino que haver duas iguais seria mesmo muito difícil.

Vejam, por exemplo, um cálculo das probabilidades de combinações da Megassena que encontrei:

C60,6=60!/6!*(60-6)!
C60,6=60!/6!*(54)!
C60,6=60x59x58x57x56x55 / 6x5x4x3x2x1=
C60,6=50.063.860 (cinquenta milhões, sessenta e três mil, oitocentos e sessenta) combinações possíveis.

São apenas sessenta números.  Todas as semanas, milhões de pessoas fazem suas combinações, e, muitas vezes, o prêmio fica acumulado por várias semanas, porque ninguém marcou a combinação coincidente.

 

Agora, imagine esse monte de linhas cheio de curvas, bifurcações, interseções, poros, etc.! Saírem duas iguais é quase impossível mesmo.

 

"Os gêmeos tem a mesma impressão digital? Curiosamente não. E isso deixa a gente com a pulga atrás da orelha, já que os gêmeos idênticos (ou univitelinos) são clones perfeitos, eles possuem o mesmo DNA.

Afinal, são formados quando um único óvulo, fecundado por um espermatozóide, se divide em dois embriões. A princípio, esses irmãos deveriam ser idênticos em tudo. (Tanto que, enxertos entre gêmeos univitelinos tem 100% de chance de sucesso, porque eles são geneticamente idênticos)

Mesmo assim, a papiloscopia, ciência que estuda as linhas das mãos e dos pés - diz que as impressões digitais dos univitelinos podem até seguir a mesma fórmula, mas nunca serão iguais. "A digital muda de dedo para dedo, de mão para mão. Assim como não existem duas zebras com o mesmo desenho, não existem duas pessoas com a mesma impressão digital” afirma José Luiz Lopes, papiloscopista e presidente da Associação Brasiliense de Peritos Papiloscopistas.

Como explicar o mistério então? A chave está no contato dos dedos dos fetos com o ambiente intra-uterino. Como estão em posições ligeiramente diferentes na barriga da mãe, eles travam contato com ambientes distintos. É por isso que, na hipótese da existência de clones no futuro, estes também teriam impressões digitais diferentes das da pessoa clonada.

A diversidade das digitais está nas papilas (aqueles minúsculos sulcos e relevos que formam desenhinhos na camada mais externa da pele, a epiderme) São, em média, 36 papilas por milímetro quadrado. Elas se dividem em inúmeras ramificações, bifurcações, desvios, interrupções e orifícios.

Tal complexidade faz com que muitos peritos considerem o método de identificação pelas digitais até mais preciso do que o exame de DNA. (Fonte: Mundo Estranho).

 

Considerando que a simples alteração da posição de um desses elementos faz que a impressão seja diferente, as formas possíveis de impressão digital não devem ser bilhões, mas trilhões ou mais.



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