EXERCÍCIOS AERÓBICOS E O CÉREBRO   (16/06/2015)
Saúde
Por: João de Freitas Pereira

EXERCÍCIOS AERÓBICOS E O CÉREBRO

 

 05 de Fevereiro de 2010 - Atividade Física X Cérebro
Exercícios aeróbicos podem aumentar volume do cérebro, indica estudo
De acordo com pesquisadores alemães, a realização de exercícios aeróbicos pode aumentar o volume do hipocampo, com a formação de novos neurônios.

A prática regular de atividades físicas pode provocar mudanças benéficas no cérebro tanto de pessoas saudáveis como naqueles com esquizofrenia, segundo estudo publicado na edição de fevereiro da revista médica Archives of General Psychiatry. De acordo com pesquisadores alemães, a análise do cérebro de 24 pessoas mostrou que a realização de exercícios aeróbicos pode aumentar o volume do hipocampo - área do cérebro ligada à regulação da memória e das emoções -, com a formação de novos neurônios.

E isso seria particularmente benéfico para pessoas com esquizofrenia, já que esses pacientes sofrem uma redução significativa dessa área do cérebro.

"Ao contrário de outras doenças que podem apresentar características psicóticas, como o transtorno bipolar, a esquizofrenia é frequentemente caracterizada por uma recuperação incompleta dos sintomas psicóticos e por incapacidade persistente", escreveram os autores na publicação. "Essas características clínicas da doença podem estar relacionadas a um prejuízo à plasticidade neural ou mecanismos de reorganização da função cerebral em resposta a um desafio", completaram.

E o estudo mostrou que o exercício pode ajudar a formar novos neurônios aumentando a plasticidade neural dos participantes, inclusive naqueles com o transtorno mental.

No estudo, oito voluntários com esquizofrenia e oito saudáveis foram selecionados para se exercitarem três vezes por semana durante 30 minutos na bicicleta ergométrica, enquanto outros oito pacientes com o transtorno mental apenas jogavam "futebol de mesa" - que melhora coordenação motora e concentração - no mesmo período.

Todos eles passaram por testes de coordenação motora, ressonância magnética, testes neuropsicológicos e outras avaliações clínicas antes e após 12 semanas de programa.

E as análises mostraram que, após os exercícios, o volume do hipocampo havia aumentado em 12% nos pacientes com esquizofrenia e em 16% nos voluntários saudáveis. "Para oferecer um contexto, a magnitude dessas mudanças no volume seria similar ao que é observado para outras estruturas subcorticais quando pacientes mudavam de uma terapia farmacológica anti-psicótica típica para uma atípica", explicaram os autores.

Por outro lado, aqueles pacientes que apenas jogaram o "futebol de mesa" experimentaram 1% de redução no volume do hipocampo. Além disso, aqueles fisicamente ativos melhoraram seu condicionamento e tiveram melhores resultados em testes de memória de curto prazo.

Porém, os especialistas destacam que mais estudos são necessários para confirmação. "Mais estudos clínicos são necessários para determinar se uma melhora adicional na incapacidade relacionada à esquizofrenia poderia ser obtida ao incorporar exercícios no planejamento do tratamento e na escolha do estilo de vida para pessoas com a doença", concluíram os autores.

http://www.medplan.com.br/materias/2/13585.html

 



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