Base plausível para dar crédito a certas coisas   (30/11/2018)
Conhecimentos gerais
Por: carla antunes

Há, ao que parece, certas pessoas totalmente vulgares, sem nenhuma característica que as faça propícias para viver aventuras, que, entretanto, sofrem uma ou duas vezes em suas vidas aprazíveis uma experiência tão estranha que obrigaria o mundo inteiro a conter a respiração... E a pensar mais à frente! E são casos fundamentalmente deste tipo os que foram cair, por regra geral, dentro da jurisdição de John Silence. Investigador do sobrenatural que, apelando para seu profundo humanitarismo, para sua paciência inesgotável e para suas grandes qualidades de simpatia espiritual, consegue com freqüência a solução de problemas da mais estranha complexidade e do mais profundo interesse humano pela nova Suzuki Burgman  Gostaria de seguir a pista e rastrear, até suas fontes ocultas, os casos mais curiosos e fantásticos, tão estranhos que às vezes eram quase incríveis. Para ele constituía uma verdadeira paixão desentranhar conflitos adjacentes na mais íntima natureza da vida, aliviando, de passagem, os sofrimentos de uma alma humana atormentada. E, certamente, os nós que desfazia eram estranhos com muita freqüência. A gente, é obvio, necessita uma base plausível para dar crédito a certas coisas, ao menos algo que pretenda as explicar. Todo mundo pode compreender facilmente que tais casos ocorram a um aventureiro: estas pessoas levam em si mesmos a adequada explicação de suas vidas excitantes; seus caracteres lhes impulsionam continuamente à busca de certas circunstâncias propícias à aventura com a moto nova Yamaha XTZ 125 Não confiam a não ser em si mesmas e isto as satisfaz. Mas as pessoas vulgares e correntes não parecem ter direito a sofrer experiências do mais à frente; e, se as tiverem, a gente, que não espera tal coisa delas, fica abismada, para não dizer ofendida. Seu esquema do mundo se viu rudemente transtornado. — Que tal coisa tenha acontecido a esse indivíduo! – exclamam – A um homem tão vulgar! É muito absurdo! Deve haver algum equívoco! Entretanto, não cabe dúvida de que ao insignificante Arthur Vezin aconteceu efetivamente algo, um pouco extremamente curioso, pelo qual foi consultar ao Dr. Silence, que o examinou minuciosamente. Não cabe dúvida de que aquilo lhe aconteceu realmente, ao menos na aparência ou possivelmente em seu interior, mas lhe aconteceu sem nenhum gênero de dúvidas, apesar das brincadeiras dos poucos amigos que escutaram o relato, os quais observaram jocosamente que tal coisa possivelmente tivesse ocorrido a Iszard, a aquele louco do Iszard, ou a aquela velha raposa do Minski, mas nunca ao vulgar e insignificante Vezin, que estava destinado a viver e a morrer da forma mais anônima.



9 exibições


Avalicações
Excelente: 0
Bom: 0
Regular: 0
Ruim: 0

AVALIE ESSE TEXTO


Você gosta de escrever? Quer um espaço para divulgar suas ideias sem pagar provedor?  Clique em crie sua conta, faça seu cadastro e comece a escrever.  Não lhe custará nada, e você poderá estar contribuindo na defesa de um pensamento.

4 usuário(s) online